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P&G inaugura primeiro centro de inovação da América Latina

Foi inauguradona semana passada o primeiro centro de inovação da P&G na América Latina (Latin America Innovation Center, ou LAIC, na sigla em inglês). Segundo a companhia, a localização – Louveira, na região de Campinas (SP) – foi escolhida em função de vantagens estratégicas como talento técnico de alto padrão, proximidade com universidades de ponta e infraestrutura adequada. O espaço, que realizará atividades de pesquisa e desenvolvimento para toda a América Latina, conta com recursos como robôs, impressoras 3D e dispositivos ligados à internet das coisas (IoT).

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Dos 13 centros da multinacional espalhados pelo mundo, o LAIC é o único que integra fábrica, desenvolvimento de produto e linha de produção. Desde que as primeiras operações do centro foram iniciadas, ainda em 2017, o processo que liga essas três pontas já se tornou mais ágil. “Se antes o tempo entre a criação e a distribuição do produto era de dois anos, hoje já é feito em nove meses”, diz Juliana Azevedo, CEO da P&G no Brasil. Segundo ela, é necessário diminuir ainda mais esse período. “Para vencer esse desafio, queremos trabalhar como uma startup enxuta, dando autonomia para que as pessoas atuem nas áreas certas.”

Segundo a CEO, as pesquisas com consumidores servirão de base para o funcionamento do centro. Tudo vai começar em uma área que simula uma residência de de 100 m². Enquanto os consumidores testam os produtos que usam no seu dia a dia na cozinha, quarto, banheiro e lavanderia, cientistas avaliam, atrás de vidros espelhados, todos os detalhes do seu comportamento – desde o modo como manuseiam as embalagens até a quantidade que utilizam de cada item. O local contará com sensores e equipamentos de biometria para mensurar a reação dos consumidores aos produtos testados.

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Em uma segunda fase, os resultados das pesquisas seguirão para laboratórios de prototipagem e embalagens, prosseguindo depois para cada departamento específico, como produtos para lavagem de roupas, fraldas e absorventes íntimos, por exemplo. “O brasileiro é um consumidor mais exigente. Se você consegue satisfazê-lo, fica mais fácil adaptar o produto depois para outros mercados”, afirma Juliana. “Esse foi um dos motivos por que instalamos o centro aqui.”

Outro fator decisivo foi a intenção de melhorar a posição da P&G no mercado nacional. “Ainda há um enorme potencial de crescimento. Apesar de sermos o terceiro maior mercado da P&G em escala global, a empresa ainda não alcançou 20% do market share no Brasil”, afirma.

“Ao contrário do europeu, que só avalia o preço, o consumidor brasileiro presta muita atenção na relação custo-benefício, principalmente no caso das classes com menor poder aquisitivo”, afirma Juliana. “Passar o valor dos nossos produtos para o consumidor é a nossa missão mais importante.

O investimento de R$ 200 milhões no LAIC faz parte de uma estratégia mais ampla de transformação digital da companhia. Nos últimos cinco anos, foram investidos R$ 2 bilhões em inovação. Além disso, o centro também servirá para estreitar parcerias com startups, empresas parceiras, ONGs e universidades.

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