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IMÓVEIS DO JOSÉ DIRCEU FORAM A LEILÃO, MAS NÃO RECEBERAM LANCES

Os bens apreendidos do ex-ministro José Dirceu, avaliados em cerca de R$ 11 milhões, foram a leilão na quinta-feira (26), mas não receberam lances. Os advogados de Dirceu haviam tentado impedir o leilão, sem sucesso. Na tarde de quinta-feira, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou recurso da defesa e manteve a venda.

O imóvel mais caro é o escritório da consultoria do ex-ministro, na Avenida República do Líbano, vizinha ao Parque do Ibirapuera, em São Paulo, que foi oferecido por R$ 6 milhões. Também foram colocadas à venda a casa onde morava a mãe do ex-ministro, em Passa Quatro, Minas Gerais, por R$ 2,5 milhões; a chácara no Condomínio Santa Fé, em Vinhedo (SP), avaliada em R$ 1,8 milhão, e um sobrado na zona sul de São Paulo, que era utilizado pela filha dele, avaliado em R$ 750 mil pela Justiça.

Os desembargadores do TRF4 afirmaram que o réu não pode alegar prejuízo com a venda de bens, já que os valores ficam depositados em juízo até o trânsito em julgado das sentenças. Segundo eles, a lei prevê a alienação antecipada de bens para evitar deterioração.

Os advogados do ex-ministro disseram que os valores de venda em leilão não serão suficientes para recompra dos bens caso ele consiga provar sua inocência nas instâncias superiores. Eles tentaram suspender, pelo menos, a venda da casa onde morou a mãe de Dirceu. O imóvel tinha dívida de IPTU e o ex-ministro tinha parcelado o débito. O TRF4 alegou que a defesa de Dirceu não avisou ao juiz Sergio Moro, na primeira instância, que estava regularizando a dívida de imposto em Passa Quatro.

A mãe do ex-ministro, Olga Guedes da Silva, morreu em julho do ano passado, aos 94 anos, e vivia na residência.

A maior dívida relativa aos imóveis corresponde à chácara de Vinhedo, que devia até março cerca de R$ 30 mil em condomínio.

* Via O Globo 

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